sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Para Pensar



"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam
um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto
participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza que a resposta seria:

“Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui… “




Que tipo de analogias podemos fazer ao comparar esse relato ao universo do comportamento humano?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Frases - Benedito Espinoza

"É impossíver impor a uniformidade de discurso. Quanto mais os governantes tentam reduzir a liberdade de expressão, mais resistência sofrem. Não por parte dos avarentos bajuladores e imbecis, que crêem que a salvação está em forrar o estômago e vangloriar-se de seus bolsos. Mas por aqueles que através da cultura, moralidade e virtudes, tornaram-se livres."

Frases - Francis Bacon

“Triste destino é o homem morrer conhecido de todos, mas desconhecido a si mesmo" - Francis Bacon

sábado, 13 de março de 2010

Contagem Regressiva para a morte

Levando em consideração o tempo médio de vida de um homem em um país de primeiro mundo, a idade com que meu avô morreu chutei uma morte aos 85 anos de idade. Por isso o relógio abaixo, marcando o tempo que falta.

Que tipo de experiência podemos tirar quando nos deparamos com um relógio desse?

O relógio será mantido ativo lá embaixo, no fim do blog.



Custom Countdown Clock

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pálido Ponto Azul

Foto da Terra feita pela Voyager 1 a 6,4 bilhões de quilômetros de distância


Reflexão de Carl Sagan:
"Olhem de novo para esse ponto. Esse ponto é aqui, nosso lar. Nesse ponto todos as pessoas que você conhece, todos aqueles dos quais você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveu a vida deles. O conjunto de todas as nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e suas presas, todos os heróis e covardes, todos os criadores e destruidores de civilizações, todos os reis e plebeus, todos os casais apaixonados, todas as mães e pais, todas as crianças esperançosas, todos os inventores e exploradores, todos os ensinadores morais, todos os políticos corruptos, todas as celebridades, todos os líderes supremos, todos os santos e pecadores na história de nossa espécie, viveram aqui -- nessa partícula de poeira suspensa num raio de luz.

A Terra é apenas um minúsculo cenário na vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados pelos imperadores e generais para que, num momento de glória e triunfo, pudessem se tornar mestres de apenas um pedaço desse ponto. Imagine as incontáveis crueldades impostas aos habitantes que foram visitados pelos que viviam do outro lado desse pixel; quão frequente eram seus desentendimentos, quão ávidos por matar uns aos outros, quão grande eram seus ódios.

Nossa postura, nossa imaginária auto-importância, a ilusão de que vivemos em um lugar privilegiado do Universo, tudo isso é colocado em cheque por esse pálido ponto de luz. Nosso planeta é apenas uma partícula cercada cosmicamente por um vasto e escuro Universo. Diante de nossa obscuridão, em toda essa vastidão, não há o menor indício de alguém venha nos ajudar e nos salvar de nós mesmos.

Até agora, a Terra é o único planeta capaz de suportar a vida. Não há nenhum outro, pelo menos num futuro próximo, para o qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez. Assentar, ainda não. Goste ou não, por enquanto a Terra é o que temos.

Dizem que a Astronomia é uma experiência humilde e fortalecedora. Talvez não haja melhor exemplo das tolices dos conceitos humanos que essa minúscula imagem do nosso mundo. Para mim, ela ressalta nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, de preservar e cuidar desse pálido ponto azul, o único lar que conhecemos."

Carl Sagan (1934 - 1996)




sábado, 7 de março de 2009

NASA lança sonda Kepler

A Agência Espacial Norte Americana, a NASA, lançou hoje, 07 de março, as 00:40 horário de brasília a sonda espacial Kepler, que terá a missão de procurar por planetas rochosos como a Terra que orbitam estrelas como a nossa. Um dos principais objetivos será detectar a presença de água em estado líquido, essencial para a formação da vida como a conhecemos.

Batizado de Kepler, o telescópio foi projetado para detectar o escurecimento periódico de uma estrela, que ocorre sempre que um planeta passa à frente do disco luminoso. Para isso o equipamento conta com os mais sensíveis sensores luminosos até agora desenvolvidos, capazes de detectar variações luminosas menores que 20 partes por milhão. Para atingir esse nível de resolução os cientistas contarão com a maior câmera digital já colocada no espaço, com capacidade de 95 megapixels. 

"Se Kepler fosse apontado para uma pequena cidade na Terra durante a noite, seria capaz de detectar a diminuição de brilho provocada pela passagem de uma pessoa à frente de uma lanterna", disse James Fanson, diretor do projeto junto ao Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa.

Kepler permanecerá pelo menos 3.5 anos de sua vida analisando a luz vinda de uma única e estreita faixa da Via-Lactea, na região entre as constelações de Cygnus e Lira. De acordo com Fanson, teoricamente os planetas dentro da zona habitável devem levar 1 ano para completar uma revolução ao redor da estrela. Segundo o cientista o período de 3.5 anos é necessário para confirmar a presença desses objetos. Estima-se que na pequena janela de observação existem aproximadamente 100 mil estrelas.

Uma das características de Kepler é o modo como será posicionado no espaço, que permitirá que uma mesma estrela seja observada constantemente durante todo o período da missão.

Espera-se que o telescópio descubra centenas de planetas iguais ao nosso e diversos outros em diferentes distâncias da estrela-mãe. Se os planetas iguais à Terra forem comuns na zona habitável, o telescópio deverá encontrá-los. No entanto, se forem raros, Kepler poderá não os detectar. De acordo com Michael Bicay, diretor de ciências do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, um resultado nulo é tão importante quanto encontrar diversos planetas.

Seja qual for o resultado da missão Kepler, esse é o primeiro passo para responder uma questão formulada pelos antigos gregos: Afinal, existem outros mundos iguais aos nossos ou estamos sozinhos no Universo?







Fonte: www.apolo11.com

sábado, 29 de novembro de 2008

O vírus como problema filosófico

Fotomicrografia eletrônica de um vírus (HPV)



No meu último texto discuti sobre a questão mãe da biologia, o que é a vida. Depois de muito pensar cheguei a conclusão que talvez devemos procurar responder a essa questão de maneira indireta. E atualmente nada se correlaciona melhor com isso do que a discussão sobre a natureza dos vírus. Mas você sabe o que é um vírus?
Vírus são parasitas obrigatórios das células, pois dependem do maquinário celular para sua replicação. Um vírus não tem autonomia bioquímica, ou seja, por sí só eles não conseguem sobreviver, pois não possuem atividade metabólica própria para a produção de energia e sua utilização na sua replicação. Dependem de células hospedeiras onde encontram a matériaprima bruta para a produção de energia necessária a produção de ácidos nucléicos, proteínas, assim como todas as outras atividades bioquímicas que lhes permitem se multiplicar e se propagar. Levando em questão isso, alem de sua simplicidade (uma molécula de DNA ou RNA envolto por um capsídeo protéico), somos levados a acreditar que os vírus são seres parasitas não vivos de sistemas metabólicos vivos.
Um ser vivo deve possuir, de acordo com a maioria dos biólogos, capacidade replicativa, a já discutida autonomia bioquímica e um estado de existência delimitado pelo nascimento e pela morte . Mas até onde isso se aplica aos vírus? Se levarmos em conta sua estrutura e função, os veríamos como não mais que um aglomerado químico. Mas os vírus estão longe de serem completamente inativos. Quando entram em uma célula perdem seu invólucro, descobrem seus genes e levam o sistema de replicação da célula hospedeira a reproduzir o seu DNA ou RNA viral. Em seguida, a célula infectada começa a produzir proteínas virais a partir das instruções contidas no ácido nucléico do vírus. As partes do vírus recentemente criadas se reúnem então para formar novos vírus, que podem por sua vez infectar outras células: a infecção se propaga. Para efeito de comparação, o que podemos dizer de uma semente? Ela não é viva mas apresenta um potencial para tal. Será que os vírus se encaixariam melhor nesse patamar? Já para alguns cientistas os vírus vivem "uma espécie de vida por procuração".
Essas questões levam a outra dúvida. Seria o vírus um problema filosófico? O filósofo Pedro Gomes Neto me respondeu essa pergunta por e-mail. "Quem sabe o problema não seja considerar ou não o vírus como vida, mas o que se entende por vida. Em filosofia, a vida se torna problema na modernidade. Antes, a morte era a questão principal. Na modernidade a vida se torna problema e no mundo contemporâneo, vida e morte, conjuntamente, é posta em questão. Nesse sentido, qualquer manifestação que se relacione com a manutenção da vida ou sua morte pode ser correlato de debate com a problemática vida. Nesse co-relação, vírus pode ser considerado problema filosófico."
Fica evidente através dos séculos que a dúvida sobre o que é a vida persiste por diferentes aspectos. Com a descoberta dos vírus criou-se mais um ramo na gigantesca árvore de debates sobre a vida. Com os avanços na biologia molecular esperamos responder muitas questões sobre a real natureza dos vírus em breve, pra quem sabe um dia, entender o que é esse fenômeno chamado VIDA!